18 de dezembro de 2019 - CATEGORIA:

Se você não consegue medir, não consegue gerenciar!

Um dos maiores problemas enfrentados atualmente na conflitante relação Estado/Sociedade, está em como avaliar a gestão pública. Na maioria das vezes, a avaliação, quando ocorre, se limita a conferir a execução orçamentária. Quando muito, avalia-se o cumprimento de algumas metas.

E o contador nessa história?

Os profissionais da contabilidade têm muito a contribuir para que o controle dos gastos públicos se torne mais efetivo. Devem colocar à disposição da sociedade sua larga experiência, acumulada a séculos na medição e controle do patrimônio privado. Um acompanhamento tempestivo, profissional e transparente das receitas e despesas governamentais contribuiria para diminuir a corrupção e a má gestão do dinheiro público que, infelizmente, são realidades em nosso País.

Nesse sentido, a utilização de indicadores de performance se converte em um importante instrumento para dar a conhecer, aos gestores e à sociedade, o andamento e os resultados de uma gestão.

Não basta apenas registrar e apresentar os frios dados financeiros e econômicos, como tradicionalmente fazem a contabilidade e os portais de transparência. É importante pensar esses dados, transformando-os em informações úteis para os interessados. É essa a função dos indicadores: permitem comparar se os resultados estão de acordo com o previsto ou o planejado.

Modelos de gestão

O setor público pode aplicar diversos modelos de gestão baseado em indicadores. A título de exemplo podemos citar dois: o Balanced Scorecard e o Monitor de medição do Capital Intelectual.

O primeiro, idealizado por Kaplan e Norton no final do século XX, é uma forma integrada, balanceada e estratégica de medir o progresso das entidades e avaliar suas perspectivas por meio de um conjunto coerente de indicadores agrupados em quatro enfoques: financeiro, aprendizagem e crescimento, organização interna e satisfação do cidadão.

O segundo consiste na implantação de diferentes indicadores que buscam medir a qualidade dos ativos intangíveis da entidade, sob a ótica do Capital Humano, Capital Organizacional e Capital Relacional.

Nossa responsabilidade

Compete a nós não nos ausentarmos e estarmos conscientes da importância em acompanhar e questionar a aplicação do dinheiro público. Isso é cidadania! Mas para tanto, é fundamental conseguirmos medir e entender os caminhos do dinheiro público.

Assim, cada vez mais é necessário que os contadores deixem seu papel de coadjuvantes para conquistarem uma maior presença nas discussões políticas e sociais do Brasil. Da mesma forma, devemos valorizar a contabilidade pública, para que possa ser usada como uma ferramenta voltada para a construção do futuro e não apenas uma burocracia de registro do passado.

Afinal, as métricas são importantes!

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